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    E pode ser isso! ... ou não.
     


    Momento miguxo II

    Ela podia ser tudo o que eu queria,

    Agora,

    e só agora.

    Porque ela não me encanta, não me deixa admirado.

    Meu coração não pára, minha respiração não fica ofegante, minhas mãos não gelam.

    Eu não suspiro, eu não sonho, eu não espero.

    Mas tem algo inexplicável e misterioso nela que me aproxima,

    que me chama, que me atrai.

    E também tem algo nela que a afasta de mim.

    E quer saber?

    Eu não gosto de perder.

    É por isso que eu prefiro desistir.

     

     

     

    .... ou não!

    Thiago Fernandes.



    Escrito por Mila Rodrigues. às 20h37
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    Momento miguxo I

    Eu sei que você passa por mim, e sabe que eu sou mais do que eu imagino que você saiba.

    Sei também que você sabe que eu sei mais de você do que você pensa.

    E se um dia eu te olhar, e você achar que meu olhar diz algo mais do que só um olhar...

    É, você vai estar certa.

     

     

    Ou não.Rindo a toa

    Thiago Fernandes

     



    Escrito por Mila Rodrigues. às 00h08
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    Quer saber?

    Eu não me importo.

    Porque no meu mundinho, quem escreve a minha história sou eu.

    E no meu mundinho...

     

    Eu sou a estrela.



    Escrito por Mila Rodrigues. às 17h44
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    Coisas da TPM

            Bella resolveu ir ao salão. E isso não era comum -  é que ela realmente preferia arrumar os cabelos à sua maneira. E era melhor assim para evitar os "maus tratos" que ela tanto temia... Exagero, ela pensou. “Tenho uma entrevista de trabalho, dinheiro sobrando, e minhas escovas não ficam tão perfeitas... Vamos lá.” E para um salão ela foi.

            Ela já havia estado ali antes, e por ter gostado do jeito que seu cabelo ficou, resolveu voltar. Percebeu que a cabeleleira que tinha feito o “serviço” no cabelo dela uma vez ainda estava lá. Prontamente, ela disse à moça da recepção que queria aquela, se estivesse disponível.
    “Se você puder esperar, tem uma escova na frente..” ela respondeu.
    “Tudo bem”, Bella disse.

             E ela esperou os infinitos minutos até que chegasse sua vez.  Entreteve-se com aquelas revistas de fofoca, bem comuns nesses locais. As revistas prenderam sua atenção, apesar dela pensar que aquilo era bem inútil.

             E então chegou a sua vez. A moça da recepção foi a mesma quem lavou seus cabelos, por repetidas e... brutas vezes, por incrível que isso pareça. “Não, eu estou sendo tola em pensar que a mulher estava irritada pela quantidade de cabelo que estava lavando. É ter síndrome de perseguição.” E enquanto isso, a sua cabeleleira estava descansando... e a olhando com uma expressão não muito feliz, pra não dizer outra coisa.
    “Não é nada disso que você está pensando”, falou consigo mesma.

            E lá estava ela no puxa-puxa. Ela nunca fora impaciente, mas ela estava pensando que aquilo estava um tanto quanto demorado. As coisas não poderiam ser ruins só por isso, exceto pelo fato que a carranca da cabeleleira piorava a cada instante que ela pegava pequenas mexas – pra aumentar sua tortura – do grande montante de cabelo que Bella possuía.

            Então ela jogou no celular, tentou se distrair pensando em outras coisas, mas ela não conseguia disfarçar sua impaciência – cruzando os braços sem sentir por vezes, e abaixando a cabeça na hora errada por muitas outras – ao passo que a dona não disfarçava a sua irritação por estar fazendo seu serviço.

    Serviço não, obrigação. Ela estava pagando, oras bolas.

              Quando estava quase no final, Bella pensou: “espero que ela faça chapinha. Se ela não fizer, eu vou cobrar. Não, eu vou embora. E eu vou perguntar se ela só está cansada ou se ela simplesmente não gosta de trabalhar com cabelos.” E a escova terminou sem a chapinha como o esperado.


    E Bella não fez nada. Apenas pagou e foi embora, evitando as lágrimas que escorriam sem querer no caminho de volta para a casa. “Eu mesmo vou fazer minha chapinha! Vou fazer cachos, e eles vão ficar perfeitos!” Ela nunca tinha feito isso antes, e essa foi a primeira vez que ela desejou ter uma boneca de cabelos compridos. O jeito foi queimar seu cabelo, várias e várias vezes até achar o ponto certo.


    Talvez ela estivesse exagerando. Talvez a síndrome de perseguição estivesse atacada naquele dia. Talvez ela tenha acordado sensível. Ou talvez ela estivesse certa.


    Mas ela com certeza não havia visto cachos mais lindos que aqueles antes.



    Escrito por Mila Rodrigues. às 23h51
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    A Música.. A vida.

    É, eu adoro passear pelos blogs, cada um deles parece ter um pouco de mim. Eu nunca entro em um blog por acaso, e isso é simplesmente interessante.

    Há alguns minutos atrás eu estava pensando em apenas retribuir meus comentários de quase 10 dias atrás;

    Depois eu fui entrando em alguns outros blogs...

    Depois eu comentei em outros blogs...

    E depois eu percebi que precisaria deixar algo de interessante para esses novos blogueiros que aqui virão.

    Mas quando eu vim escrever... me faltou inspiração.

    Vale ressaltar:

    Em um desses blogs, eu ouvi uma musica de fundo chamada Dèjá vú, da Pitty

    Eu ia postar a letra inteira, mas acho que essa frase já dirá muita coisa:

    "E não há razão que me governe,
    nenhuma lei pra me guiar
    Eu tô exatamente, aonde eu queria estar"

    É isso. Por hoje basta.


    Eu queria expressar a minha confusão.

    Eu queria expressar o que eu estou sentindo neste momento.

    Eu queria expressar minha fúria. Minha raiva. De mim mesma.

    Por não poder expressar tudo aquilo que estou sentindo.

    Eu queria conseguir tansformar em palavras tudo aquilo que é abstrato.

    Como eu já fiz.

    Mas eu não consigo mais.

    Eu queria... não, eu quero.

    E eu vou. 



    Escrito por Mila Rodrigues. às 03h57
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    Momento Feminista "kkk"

    "Nós mulheres somos fodas! Não broxamos. Não ficamos carecas. Temos um dia internacional. Podemos sentar de pernas cruzadas, porque não dói. Podemos usar tanto rosa quanto azul. Temos prioridades em boates ou em qualquer outro lugar... A idade não atrapalha no nosso desempenho sexual. Se somos traídas somos vítimas, se traímos eles são cornos. Sempre sabemos que o filho é nosso. Não pagamos a conta, no máximo rachamos. Podemos dormir com uma amiga sem sermos chamadas de lésbicas. Mulher de embaixador é embaixatriz, homem de embaixatriz não é nada. Nós saímos pra curtir e não pra pegar, isso é só uma conseqüência.
    E por último: fazemos TUDO que um homem pode fazer só que com um detalhe:
    De Salto Alto (:"

     

    Autor Desconhecido



    Escrito por Mila Rodrigues. às 00h05
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    Ih foi mal, de federal pra FEDERAL \O/

    YEAAAAAAAAH EU PASSEI!!
    *-*

    Depois de tooodo o terror que eu descrevi sobre o vestibular, terceiro ano e afins, é, eu to dentro minha gente.

    Eu passei na Universidade Federal de Mato Grosso.

    Num tem boca pra tanto dente.

    Eu tô feliz demais!

     


     

    Falando sobre Férias...

            Eu realmente acho que em momento algum da minha vida eu me senti tão inútil quanto agora. Se me perguntassem antes do dia 22 de Dezembro de 2008 qual era o meu defeito, eu diria que era a indecisão. Mas hoje, eu sei dizer qual é: eu sou imperativa. E isso tudo começou no dia 22 de Dezembro, pois foi nesse dia que eu fiquei plenamente de Férias.


            No começo tudo são flores, parece um casamento. É muito bom parar um pouco com tudo que certamente te estressava intensamente, te deixava de cabelos brancos, onde era tanta coisa pra tão pouco tempo... ficar longe disso tudo é demais! Você tira um tempo pra você, um tempo pra sua família, um tempo para aqueeelas coisinhas que você sempre gostou de fazer mas nunca tinha tempo para. Perfeitamente, isso tudo é uma maravilha. Ficar sozinho(a) de férias é melhor ainda.


           O problema é quando as suas férias são prolongadamente prolongadas. Tipo, parecem que são eternas, saca? Aí vem o desespero... e a situação muda para tempo demais, para tão poucas coisas. Sério, isso. Vai fazer dois meses apenas que eu estou de férias e eu sinceramente estou me sentido uma inútil. Eu não estou contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade melhor, nem para evitar o aquecimento global, nem para mudar a miséria/fome do país, nada! Eu não estou fazendo porra nenhuma!


    Eu tive uma idéia mirabolante.


            Que tal se as pessoas não tivessem férias?! É éé férias são inúteis, são perca de tempo e de dinheiro. O certo seria se todos nós trabalhássemos todos os dias úteis, e à cada 2 semanas tivesse um dia de folga geral. Nada funcionando. Nada de bares, hotéis, clubes, nada. Nada, nada, nada. E assim a sociedade seria mais produtiva, e menos inutil.


    E talvez mais infeliz. Ou não.
    E enquanto meu plano não dá certo eu vou vivendo nessa inutilidade que são as minhas férias... Tanto tempo pra tão poucas coisas...

     



    Escrito por Mila Rodrigues. às 02h47
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    É, o terror do qual eu me referi ali embaixo, passou.
    Se eu tô tranquila?
    To muuuuuuuuuito mais do que isso!!!! Sem noção, o alívio que dá depois disso rsrs

    Bem, eu estava pra escrever algo
    mas a unica frase que eu consegui escrever foi:

    "Mantive isto em segredo. Tive medo."

    E...?
    Sei lá, outra hora eu termino.

    Duas frases de músicas que não saem da minha cabeça:

    "Eu vejo a vida melhor no futuro, eu vejo isso em cima de um muro
    De hipocrisia que insiste em nos rodear..." (Tempos Modernos - Lulu Santos)

    "Sou agora, um frágil cristal
    Um pobre diabo, que não sabe esquecer..." (O Girassol - Ira!)

    Fica a dica das músicas ;)
    Abraços!

    Escrito por Mila Rodrigues. às 22h22
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    3° ano - O terror...

    ... ou não!

    Quando eu entrei na escola, pensei que estava fazendo isso para aprender alguma coisa, pra desenhar o meu futuro. Nunca fui a melhor aluna da sala, não escondo que quisera isso, mas sempre fui denominada a aluna “esforçada”. Não que isso me magoasse, eu gostava de ser assim... mas que fique claro, a melhor eu nunca fui.

    Os anos se passavam, e os conteúdos se tornavam cada vez mais difíceis. Até o Ensino Fundamental, eu não tive nenhuma dificuldade extrema com nenhuma matéria. Mas quando eu terminei a 8° série é que começou o terror...

    Primeiro porque eu tive que fazer uma prova para entrar numa escola federal, onde o ensino é melhor que nas escolas públicas convencionais... e para isso, na 8° série algumas vezes os professores davam enfoque em determinados conteúdos visando esta prova. Tudo bem, não foi errado da parte deles. O que importa é que um ano depois eu consegui adentrar uma escola federal, acreditando que seria um mar de rosas...

    ... mal sabia eu que rosas têm espinhos.

    Desde o primeiro ano, já tirei as máscaras de muitas crenças que eu tinha. A primeira é que a gente entra na escola para fazer o futuro. Mentira. A gente entra na escola pra passar na faculdade. Tudo que você aprende ao longo da sua vida escolar, é exigido numa prova com mais ou menos 100 questões, que te podem frustrar para o resto da sua vida!!! É claro que no começo isso não é tão nítido...

    No segundo ano os professores até são legais, mas sempre olhando para o próximo ano. Esse sim é o inferninho disfarçado. Eu jamais imaginei que o ultimo ano seria o pior de todos os demais. Não por causa do conteúdo, pois é o mais fácil dos três anos do Ensino Médio [exceto Física, para mim], mas pela pressão que tudo e todos impõem. Se você diz que faz terceiro ano, a primeira pergunta que vem é: “Vai passar no vestibular?”

    E os professores ensinam matérias prováveis para a prova, os pais tentam de todas as formas incentivarem-nos aos estudos e por aí vai... é um saco, ou melhor...é um terror!!!

    Talvez eu esteja associando essas infelicidades da escola com outras coisas infelizes que aconteceram esse ano... eu perdi praticamente todos os amigos, me tornei uma pessoa um tanto quanto séria, um tanto quanto determinista, um tanto quanto egoísta. É, deu pra perceber o quanto este ano está sendo frustrante pra mim. Bom, só queria dizer para os futuros “vestibulandos” que isso não é regra! Pode ser que isso só aconteça comigo...

    ... ou não.

     



    Escrito por Mila Rodrigues. às 01h01
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    Querer... e conseguir

    Como eu estava sem inspiração, e como o blog do João me inspirou, é sobre o post dele que eu irei fazer o meu, usando a deixa de uma frase dele:

    “jah pararam pra pensar?

    quando queremos muito alguma coisa, mas quando queremos mesmo!
    ai você consegue essa "coisa", fica um desanimo, tipo: ’não era o que eu esperava’ ou ‘eu esperava mais’! ”

    É realmente, eu tenho que concordar. Já aconteceu comigo, e eu tenho certeza, com vocês também. O ser humano é um bicho que nunca tá satisfeito! Quando não tem nada, sonha em ter [e com razão]. Mas quando tem alguma coisa... quer mais!!! Nos temos uma mania de nascença, de tudo na vida ser fogo de palha. Isso vem da educação sabiam? Quando os pais fazem os filhos aprenderem o valor das coisas, esse tipo de situação jamais acontece. Com as devidas exceções, as pessoas gostam de lutar pelo que querem, gostam de sofrer por isso, mas quando conseguem... Arrumam outra coisa para se preocupar.

    É como se tivessem escalado usando todas as forças uma determinada montanha, muito alta por sinal, e que ao chegar ao topo... Pulasse lá de cima pra subir de novo. A metáfora que eu faço aqui denota que todos os esforços foram em vão... Por que é essa sensação que se tem.

    Querem um exemplo? Mulheres. Por muitas vezes vocês me verão falando das mulheres como se eu não fosse uma, mas dentre essas, eu sou uma exceção. Mulheres adoram pegar o cara errado pra torná-lo certo. Sofrem, choram tudo o que tem direito e o que não tem. Aquelas que atingem o topo da montanha se jogam, ou seja, terminam o relacionamento para procurar outro cara errado para ajeitar. As que não conseguiram... Estão tentando até hoje. Digam-me se não é verdade?

    Outra coisa que explicaria isso é a mania de se apegar a alguma coisa. Então pensando por esse lado, ter algo pelo qual lutar é um motivo e tanto para mover a vida de alguém. E o fato de ganhar essa luta, pode significar o fim do sentido da vida... daí surge o sentimento de imprecisão, de insuficiência... então good bye para o que foi adquirido...  e here we go procurar outro motivo pra lutar.

    Mas e aí? Qual seria o principal motivo para que não sermos satisfeitos com o que temos?



    Escrito por Mila Rodrigues. às 00h43
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    keep out!



    Talvez eu não seja uma pessoa muito confiável.

    Não entendeu?

    Fica a dica.



    Escrito por Mila Rodrigues. às 23h46
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    Né?

    O ser humano é um bicho estranho. Meu professor fez a melhor afirmação quando disse: "O problema das pessoas, são as pessoas."

    Você pode ser um tipo de pessoa que não gosta que infiltrem seu mundinho, mas se deixarem de se meter na sua vida você vai achar ruim.

    Você pode não gostar de ser a vilã da história, mas quando se tornar a mocinha, você vai achar ruim.
    Ou vice-versa.

    Você pode odiar quando te mimem, mas quando deixarem de te adular, você vai achar ruim.

    Ou seja
    Nunca estamos satisfeitos.

    Eu nunca tinha entendido isso tão bem quanto agora.



    Escrito por Mila Rodrigues. às 00h35
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    Não vale a pena...


    Abrir mão de tudo o que eu já quis
    de tudo o que eu já fiz
    por uma coisa incerta, incompleta
    com a certeza de que vou me arrepender
    não vale a pena, vou dizer
    não vale a pena fazer tudo isso por você.

    Abandonar todos os sonhos
    mudar a rota drasticamente, mudar os planos
    por uma coisa q nem eu sei dizer
    por uma coisa q não sabe me entender
    não vale a pena, vou dizer
    não vale a pena fazer tudo isso por você.

    Apostar todas as minhas fichas
    Confiar em ti com todas as forças
    Me mudar completamente...
    por uma coisa que eu na realidade não conheço..
    não vale a pena...

    não vale a pena abrir mão dos meus sonhos por você.

    Escrito por Mila Rodrigues. às 21h36
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    Dúvidas de uma vestibulanda

    Eu achei que o título não estava apropriado para o momento, mas ficou ele mesmo. Sim por que eu não tenho dúvidas com relação ao que vou decidir. Permitam que eu me apresente: Sou Melissa Ramos*, 17 anos, e estou tentando ingressar em uma faculdade este ano. Se eu já decidi o curso? É CLARO que já. Falo isso com convicção no que estou dizendo, achei onde eu tenho vocação. Foi difícil, mas eu decidi.

    Digo que foi difícil, pois desde pequena pensei várias carreiras até escolher a atual. Vou lhes dizer: eu quero ser uma famosa e competente fisioterapeuta. Bom, decidir isso foi simples: eu juntei meu talento pra massagem com o talento pra psicologia e pimba! Serei fisioterapeuta. Aí tu me pergunta: Você tem certeza?

    Puxa, agora tu me pegou. Na realidade, eu não tenho certeza. Um dia desses, procurando a universidade federal que vou fazer, me decidi em fazer na Universidade Estadual de Londrina, a UEL. Até aí, ótimo, a cidade é muito bela, a universidade também. Quando eu olhei o sistema de provas, fiquei alegre, e senti que deveria me esforçar muito: você faz três provas no total, sendo a última prova (se você chegar lá), a de habilidades específicas. E sabem qual eram as habilidades específicas de Fisioterapia? Física e Biologia. Nossa, desanimei na hora. Eu adoro Biologia, mas Física? Não é que eu não gosto da Física. É ela quem não gosta de mim. Eu tento entender, mas simplesmente não entra na minha cabeça.

    Enfim, definitivamente não dá pra eu fazer um curso de uma matéria que eu não domino, certo? Errado. Eu posso aprender Física. Ou não. Mas deixa isso pra lá.

    Estive pensando em fazer Psicologia mesmo. Minha família me dá a maior força, eu acho que levo jeito pra coisa, não é uma coisa muito difícil, e eu posso conseguir dinheiro com isso. Tá aí, perfeito! Vou ser psicóloga. Aí vem a maldita pergunta: Você tem certeza? Não, eu não tenho. Primeiro que minha família toda me dá apoio, menos o meu pai. Ele jamais aceitaria isso, não ia me impedir, mas também não ia me apoiar. Menos mais uma opção. E pra agradar o meu pai, já sei o que eu poderia fazer: Direito.

    Nossa, se eu optasse por Direito, ganhava carro, pensão e um apartamento beira-mar onde eu quisesse do meu pai. Essa é a maior vontade dele: ser advogado. Mas para aí: essa não é a minha vontade! Eu não gosto de ler sobre leis e essas coisas todas que os advogados estudam! Não é isso que eu quero! Se bem que eu até tenho uma voz legal e sei defender meus argumentos. Tá, isso não é o suficiente. Pensando bem...

    Eu poderia fazer Medicina. É, ia ser legal! E eu não tenho nojo de sangue! Brilhante! Mentira, não é brilhante. Não é isso que eu quero, vai que eu não passe na prova? Então que tal se eu fosse Nutricionista? E que graça ia ter ficar receitando remédio para as pessoas comerem (ou vice-versa)? Bom, então eu podia fazer algo relacionado a Informática! Isso dá dinheiro à rolé! E quem disse que o dinheiro vai me fazer feliz?

    Eu tentei, mas eu não consegui me decidir. Estou totalmente frustrada com isso. Por quê? Eu não podia simplesmente ser um gênio em Matemática, ou fazer desenhos simplesmente perfeitos, ou saber Biologia dos pés a cabeça?

    Mas eu tenho um dom, é, eu levo jeito pra alguma coisa. Tá aí, descobri! Me decidi! Lá vai: vou fazer Jornalismo.

    É tudo o que eu quero! O que eu mais faço: ler e escrever. Meu hobbie: escrever. Minha qualidade: falar bem. Perfeito! E antes que você pergunte, sim, eu tenho certeza!

    Agradecida,



    Escrito por Mila Rodrigues. às 18h01
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    Hey...Ja Ja Jaded
    You got your mama's style
    But you're yesterday's child to me
    My my baby blue
    Yeah you're so Jaded
    And I'm the one who Jaded you

    Hey...Ja Ja Jaded
    In all it's misery
    It will always be what I love...and hated
    And maybe take a ride to the other side
    We're thinking of
    We'll slip into the velvet glove
    And be Jaded

    My my baby blue
    Yeah I been thinkin' 'bout you
    My my baby blue
    Yeah I'm so Jaded
    And baby I'm afraid of you

    You're thinkin so complicated
    I've had it all up to here
    But it's so overrated
    Love and hate it
    Wouldn't trade it
    Love me Jaded...yeah...yeah

    Hey...Ja Ja Jaded
    There ain't no baby please
    When I'm shootin' the breeze with her
    When everything you see is a blur
    And ecstacy's what you paid for

    My my baby blue
    I'm a talkin' 'bout you
    My my baby blue
    Yeah I been thinkin' 'bout you
    My my baby blue
    Yeah you're so Jaded
    (Baby)
    Jaded
    (Baby)
    You're so Jaded
    'Cause I'm the one that Jaded you


    "Um dia a gente aprende que se leva muito tempo para se tornar o que se quer, e que o tempo é curto;
    e que quando você não sabe pra onde ir,
    qualquer lugar serve"


    Eu estou me esforçando pra ser melhor
    E estou trabalhando duro nisso
    O problema é q eu não estou chegando nem perto.


    Escrito por Mila Rodrigues. às 22h25
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